Mercado de Trabalho Brasil · Outubro 2026
Perícia Econômica e Financeira
Panorama de quem calcula o valor econômico de uma disputa judicial: o teto de mercado do Perito Econômico, CBO 2512-05, chega a R$ 16.846,25, enquanto o concurso do TCE-SC 2026, banca FGV, abriu com salário inicial de R$ 18.984,72 para a especialidade de Economia. Dados do Portal Salário com base no CAGED, do CNJ e da Serasa Experian.
Quem calcula o valor econômico de uma disputa judicial?
É o economista ou contador habilitado a transformar uma disputa em número com metodologia técnica: quanto vale uma empresa, qual foi o prejuízo real, se um plano de recuperação judicial é economicamente viável. A pós-graduação em Perícia Econômica e Financeira forma quem já atua ou quer atuar com essa especialização, prevista pela Lei 11.101/2005 e pelas resoluções do COFECON.
O trabalho começa muito antes do laudo ficar pronto: é levantar balanços, contratos e extratos, aplicar métodos de avaliação de empresas e ativos, calcular lucros cessantes e danos emergentes com critério defensável em juízo, e responder tecnicamente pelo que assina. Na prática, a perícia econômico-financeira aparece em disputas bancárias de SFH, leasing, cartão de crédito e crédito rural, em liquidação de sentença trabalhista e, cada vez mais, em processos de recuperação judicial e falência.
O mercado formal tem dois CBOs centrais: Perito Econômico, CBO 2512-05, cuja perícia econômica ou financeira é atividade técnica privativa do economista segundo a Resolução COFECON 860/1974, e Perito Judicial Contábil, CBO 2522-15, que responde ao CFC e aplica a NBC TP 01 (R2). Esta pós trata do cálculo econômico-financeiro da causa, avaliação, danos, viabilidade, não da investigação de fraude, que é o recorte de outra especialização em contabilidade forense.
“Análises, opiniões e laudos que envolvam matéria econômico-financeira estão compreendidos no campo de atuação privativo do economista.”
Entendimento consolidado pelo Conselho Federal de Economia, Resolução COFECON 1.377/1978
Avaliação de empresas e ativos
Aplica métodos técnicos para apurar o valor econômico de empresas, participações societárias e ativos em disputa.
Cálculo de danos e lucros cessantes
Quantifica danos emergentes e lucros cessantes com critério técnico defensável em processo judicial e extrajudicial.
Viabilidade de recuperação judicial
Analisa, conforme a Lei 11.101/2005, se o plano de recuperação de uma empresa em crise é economicamente sustentável.
Laudo técnico-pericial
Elabora o laudo que responde civil, penal e eticamente pelo que assina, como auxiliar da Justiça nomeado por juiz.
Panorama do Setor
Perícia Econômica e Financeira em números
Dados do CNJ, da Serasa Experian, do CJF e do Portal Salário com base no CAGED.
Comparação de teto salarial entre as duas ocupações centrais de perícia econômico-financeira · Fonte: Portal Salário/CAGED
Remuneração
Quanto ganha um perito econômico-financeiro?
O Portal Salário, com base no CAGED, traz a faixa salarial de quem atua com perícia econômica e financeira, para carteira assinada, no período de agosto de 2025 a julho de 2026.
Faixa salarial · Perito Econômico, CBO 2512-05
Fonte: Portal Salário/CAGED, CBO 2512-05, agosto de 2025 a julho de 2026, amostra de 2.012 profissionais. Barras na mesma escala, com o teto de mercado como referência de 100%.
Referências reais do mercado em 2026
A tabela reúne a faixa do CAGED das duas ocupações centrais e o salário inicial do concurso mais recente com vaga específica de Economia.
| Referência | Valor |
|---|---|
| Perito Econômico, piso a teto (CBO 2512-05) | R$ 5.027 a R$ 16.846 |
| Perito Judicial Contábil, piso a teto (CBO 2522-15) | R$ 4.043 a R$ 8.562 |
| Concurso TCE-SC 2026 (FGV), Economia, inicial | R$ 18.984 |
| Concurso Sefaz-SP 2026 (FCC), APOFP, inicial* | R$ 11.359 |
*O cargo de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas do Sefaz-SP aceita nível superior em qualquer área e não é exclusivo de Economia; listado aqui como referência de mercado em perícia e controle, não como vaga específica da profissão.
Especialize-se em Perícia Econômica e Financeira pela UFEM
- Pós 100% EAD com certificação reconhecida pelo MEC
- Forma para avaliação de empresas, cálculo de danos e viabilidade de recuperação judicial
- Conclusão em até 6 meses, sem esperar semestre letivo
- Voltada a quem já tem diploma de graduação em Economia, Contabilidade ou áreas afins
- Investimento de R$ 1.908,00, com valor à vista de R$ 715,50
O que vem por aí
Tendências de Perícia Econômica e Financeira para 2026
Seis movimentos que estão mudando o trabalho de quem calcula o valor econômico de uma disputa.
Recorde de recuperações judiciais aquece a demanda
Com 977 novos pedidos em 2025, o maior volume desde 2016, cresce a procura por perícia de viabilidade econômica em processos de recuperação e falência.
Disputas bancárias continuam alimentando a pauta pericial
Revisão de contratos de SFH, leasing, cartão de crédito e crédito rural seguem entre as perícias econômico-financeiras mais frequentes na Justiça.
Inteligência artificial apoia o modelo, não substitui o laudo
Ferramentas de IA já ajudam a organizar dados financeiros volumosos, mas a responsabilidade técnica e a assinatura continuam sendo do perito.
Nova tabela de honorários valoriza a especialização
A Resolução CJF 937/2025 permite majorar em até três vezes o honorário pericial para quem comprova especialização e complexidade técnica.
Tribunais de Contas reabrem vagas específicas de Economia
O TCE-SC 2026, banca FGV, reservou vagas próprias para Economia com remuneração inicial acima de R$ 18 mil, sinal de valorização do perfil técnico.
Liquidação de sentença em massa vira rotina trabalhista
Grandes disputas coletivas consolidam o cálculo de liquidação como demanda constante para quem domina perícia econômico-financeira.
Competências na prática
Atribuições de quem atua em Perícia Econômica e Financeira
Atividades previstas pela Lei 11.101/2005 e pelas resoluções do COFECON para a perícia econômico-financeira.
Perguntas Frequentes
Perguntas sobre Perícia Econômica e Financeira
As dúvidas mais comuns de quem pesquisa a área e a pós-graduação, respondidas com dado e base legal.
O que faz um perito em economia e finanças?
O perito em economia e finanças calcula, com metodologia técnica, o valor econômico de uma disputa: avalia empresas e ativos, calcula lucros cessantes e danos emergentes, analisa a viabilidade econômica de planos de recuperação judicial e atua em disputas bancárias como SFH, leasing e crédito rural. O laudo que produz vira prova técnica em processos judiciais e extrajudiciais.
Qual a diferença entre perito econômico e perito contábil?
O perito econômico, CBO 2512-05, é formado em Economia e tem a perícia econômico-financeira como atividade técnica privativa, segundo as Resoluções COFECON 860/1974 e 1.377/1978. Já o perito judicial contábil, CBO 2522-15, é formado em Ciências Contábeis e aplica a metodologia da NBC TP 01 (R2) do CFC. Os dois podem atuar em processos semelhantes, mas respondem a conselhos profissionais diferentes, CORECON e CRC.
Preciso ser economista para atuar como perito econômico-financeiro?
Não precisa ser economista para fazer a pós-graduação, mas para assinar laudo de perícia econômico-financeira como atividade privativa é preciso ter graduação em Ciências Econômicas e registro ativo no CORECON, conforme a Lei 1.411/1951. Quem é formado em Ciências Contábeis e tem registro no CRC pode atuar como perito judicial contábil em processos com outro recorte técnico.
Quanto ganha um perito econômico-financeiro no Brasil?
O perito econômico, CBO 2512-05, tem média de R$ 9.210,05, piso de R$ 5.027,20 e teto de R$ 16.846,25. O perito judicial contábil, CBO 2522-15, tem média de R$ 5.422,45, piso de R$ 4.043,20 e teto de R$ 8.562,08, segundo o Portal Salário com base no CAGED, agosto de 2025 a julho de 2026.
Preciso de registro no CORECON para atuar como perito?
Sim, para atuar como perito econômico-financeiro é preciso ter registro ativo no Conselho Regional de Economia, o CORECON, conforme a Lei 1.411/1951, que regula a profissão de economista. A pós-graduação não substitui o registro: é um diferencial técnico que soma à habilitação já exigida pelo conselho.
Essa pós-graduação vale para concurso público?
Sim. A pós é reconhecida pelo MEC, segue o Decreto 9.057/2017 e a Resolução CNE/CES 1/2018, que regulam a educação a distância no Brasil, e tem validade nacional para prova de títulos em concurso público, exatamente como uma pós-graduação presencial. O concurso do TCE-SC 2026, banca FGV, por exemplo, reservou vagas específicas para a especialidade de Economia.
Por que a demanda por perícia econômica está em alta?
O Brasil registrou 977 novos pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior volume desde 2016, com 2.466 empresas em recuperação judicial simultaneamente, segundo a Serasa Experian. Cada processo de recuperação exige, pela Lei 11.101/2005, uma análise técnica de viabilidade econômica, o que amplia a demanda por perícia especializada.
Quanto tempo dura o curso e quanto custa?
A pós-graduação é 100% EAD e pode ser concluída em até 6 meses, sem precisar esperar o calendário de um semestre letivo tradicional. O investimento é de R$ 1.908,00, com valor à vista de R$ 715,50 ou em 12 vezes no cartão de crédito.