Mercado de Trabalho Brasil · Julho 2025
Direito de Família e Sucessões no Brasil
Panorama completo do mercado jurídico em família e sucessões: salários, tendências, inventário extrajudicial e como a Resolução CNJ nº 571/2024 transformou a advocacia consultiva no país. Dados: IBGE, CNJ, OAB, CAGED/MTE e Portal Salário.
A Profissão
Quem atua em Direito de Família e Sucessões?
CBO 241015 — Advogado (direito de família e sucessões)O Direito de Família e Sucessões é uma das áreas mais humanas e tecnicamente exigentes da advocacia brasileira. O profissional que atua nesse campo lida com conflitos e reorganizações patrimoniais em momentos de ruptura, luto, nascimento de novas configurações familiares e necessidade urgente de proteção de crianças, adolescentes, cônjuges e herdeiros. Diferente de outras especialidades jurídicas, aqui a escuta qualificada e a negociação estratégica são tão importantes quanto o domínio técnico do Código Civil e do CPC. A combinação de sensibilidade humana com rigor jurídico é o que define o profissional de excelência nessa área.
O cenário brasileiro em 2024 e 2025 mostra demanda consistente e crescente para quem atua em Direito de Família e Sucessões. O IBGE registrou 428.301 divórcios em 2024, somando processos judiciais de 1ª instância e escrituras extrajudiciais, um volume que sustenta demanda contínua por especialistas em guarda, alimentos, partilha e dissolução de vínculo. Esse número não é pontual: reflete uma tendência estrutural de rearranjos familiares que se mantém elevada há mais de uma década no Brasil. Além do divórcio, o crescimento das uniões estáveis e sua complexidade jurídica — especialmente em inventários e partilhas — ampliam ainda mais o campo de atuação do especialista.
A Resolução CNJ nº 571/2024 foi um marco regulatório que transformou o exercício prático da advocacia em família e sucessões. Ela ampliou e detalhou as hipóteses de inventário, partilha, divórcio e extinção consensual de união estável por via administrativa, reforçando a escritura pública como título hábil para transferências e registros. Isso deslocou parte significativa do trabalho para a advocacia consultiva e preventiva, exigindo do profissional não apenas conhecimento processual, mas também domínio do direito notarial e registral. Escritórios que souberam se adaptar a esse movimento passaram a oferecer serviços mais ágeis, menos onerosos e com maior valor percebido pelo cliente.
Além do contencioso clássico — divórcio litigioso, guarda disputada, ação de alimentos e inventário judicial —, há forte crescimento em planejamento sucessório, herança digital, doações em vida, pactos antenupciais e organização patrimonial de famílias e empresas familiares. Escritórios de alta performance têm integrado família, sucessões, tributário e societário em uma assessoria multidisciplinar, o que aumenta o valor agregado do serviço e a fidelização do cliente. Essa sofisticação técnica cria espaço para advogados que conseguem unir direito material, processual, registral e negociação em uma entrega única e estratégica.
Para o público em geral, o Direito de Família e Sucessões é também a área jurídica com maior volume de dúvidas recorrentes em meios digitais. Temas como “como funciona o inventário extrajudicial”, “quem tem direito à herança”, “como fica a guarda dos filhos” e “quanto custa um advogado de família” concentram enorme interesse em YouTube, fóruns e redes sociais. Isso cria uma oportunidade única para o profissional especializado que domina marketing jurídico e comunicação acessível: a demanda informacional é alta, o público está em busca de orientação e a confiança é construída antes mesmo do primeiro contato com o escritório.
“Quando a família muda, o patrimônio também precisa de direção jurídica.”
— Síntese analítica baseada em CNJ, IBGE e OAB
Divórcios e dissolução de união estável
Conduz separações consensuais e litigiosas, define partilha de bens, guarda dos filhos, alimentos e formalização documental. Com 428.301 divórcios registrados em 2024 pelo IBGE, essa é uma das frentes mais ativas da advocacia familiar. O profissional precisa dominar tanto a via judicial quanto a extrajudicial, cada vez mais utilizada após a Resolução CNJ nº 571/2024.
Inventário e partilha de bens
Organiza a sucessão patrimonial após o falecimento, orienta herdeiros sobre seus direitos e deveres, acompanha o inventário judicial ou extrajudicial e viabiliza a transferência de bens imóveis, financeiros e digitais. A via extrajudicial, em cartório de notas, é mais ágil e tem sido ampliada pelo CNJ, mas exige presença obrigatória de advogado em todas as etapas.
Planejamento sucessório e patrimonial
Estrutura testamentos, doações em vida, pactos antenupciais, holdings familiares e outras soluções patrimoniais para reduzir conflitos entre herdeiros e dar previsibilidade à transmissão de bens. Essa frente consultiva cresceu especialmente entre famílias com patrimônio imobiliário e empresas familiares, integrando direito civil, tributário e societário em uma assessoria estratégica de alto valor.
Proteção de crianças, adolescentes e vulneráveis
Atua em guarda compartilhada e unilateral, convivência, alimentos, alienação parental e temas ligados à proteção integral no contexto familiar. A guarda compartilhada é a regra no Brasil desde a Lei nº 13.058/2014, mas sua aplicação prática gera conflitos frequentes que demandam mediação e intervenção jurídica qualificada. O profissional de Direito de Família e Sucessões é essencial para garantir o melhor interesse da criança em situações de ruptura familiar.
Panorama do Setor
O mercado de Direito de Família e Sucessões em números
Dados consolidados do IBGE, CNJ, Portal Salário (CAGED/MTE) e Glassdoor para o período 2024–2025.
Remuneração
Quanto ganha um especialista em Direito de Família e Sucessões?
Faixas salariais baseadas em Salario.com.br, Glassdoor e tabelas de honorários da OAB — período 2024–2025. Os valores refletem remuneração mensal em regime CLT e honorários advocatícios em escritórios especializados.
Faixas salariais — Direito de Família e Sucessões
Fonte: Salario.com.br · Glassdoor · OAB — Período 2024–2025
O piso de R$ 2.500 é típico de advogados júniores em início de carreira, geralmente em escritórios de pequeno porte ou como associados. A média de R$ 5.000 reflete profissionais plenos com 3 a 5 anos de experiência em Direito de Família e Sucessões. O teto CLT de R$ 6.000 é observado em escritórios de médio e grande porte em capitais. A faixa acima de R$ 10.000 é alcançada por especialistas seniores que atuam em planejamento patrimonial, contencioso de alto valor ou como sócios de escritórios especializados.
Salário por região — Referências de mercado
| Estado | Referência salarial |
|---|---|
| São Paulo (SP) | Consulte-nos |
| Rio de Janeiro (RJ) | Consulte-nos |
| Minas Gerais (MG) | R$ 5.000 – R$ 6.000 |
| Paraná (PR) | Consulte-nos |
| Rio Grande do Sul (RS) | Consulte-nos |
| Bahia (BA) | Consulte-nos |
| Santa Catarina (SC) | Consulte-nos |
Fonte: Glassdoor (vagas públicas) · Portal Salário (CAGED/MTE) — 2024–2025. Dados regionais abertos com valor exato verificável são limitados para esta subárea; os campos “Consulte-nos” indicam ausência de fonte pública aberta com valor confirmado.
A variação regional é significativa no mercado jurídico brasileiro. São Paulo e Rio de Janeiro concentram os maiores escritórios e, portanto, os maiores salários e honorários, especialmente em contencioso de alto valor e planejamento patrimonial. Em Minas Gerais, uma vaga publicada no Glassdoor para Belo Horizonte indicou faixa de R$ 5.000 a R$ 6.000, alinhada com a média nacional. Nos demais estados, a remuneração tende a seguir o custo de vida local e o porte dos escritórios contratantes.
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- Conteúdo atualizado com a Resolução CNJ nº 571/2024
- Professores com experiência prática em família e sucessões
- Certificação que diferencia seu currículo no mercado jurídico
Tendências 2025–2030
Forças que impulsionam o mercado de Direito de Família e Sucessões
Fatores estruturais que garantem demanda crescente e sustentada para especialistas nos próximos anos.
Extrajudicialização como novo padrão
A Resolução CNJ nº 571/2024 ampliou e detalhou as hipóteses de inventário, partilha, divórcio e extinção consensual de união estável por via administrativa, consolidando a escritura pública como título hábil para transferências e registros. Esse movimento desloca parte do trabalho para a advocacia consultiva e preventiva, exigindo do especialista em Direito de Família e Sucessões domínio do direito notarial e registral. Escritórios que se adaptaram a esse modelo passaram a oferecer serviços mais ágeis e com maior valor percebido pelo cliente. A tendência é de crescimento contínuo da via extrajudicial nos próximos anos, especialmente em inventários consensuais e divórcios sem filhos menores.
Inventário extrajudicial como nicho aquecido
A OAB tem tratado o inventário extrajudicial como uma das frentes mais aquecidas para a advocacia, com enfoque consultivo e multidisciplinar. A pauta inclui planejamento sucessório, herança digital, testamentos, doações e partilha de bens em vida. O profissional que domina esse nicho consegue atender famílias em momentos de luto com mais agilidade e menos custo, o que aumenta a satisfação do cliente e a reputação do escritório. A herança digital — envolvendo criptoativos, contas em plataformas e direitos autorais online — é um subcampo emergente que ainda carece de regulamentação específica no Brasil.
Volume elevado de divórcios e rearranjos familiares
O IBGE registrou 428.301 divórcios em 2024 no Brasil, somando 1ª instância e escrituras extrajudiciais. Esse volume alto sustenta demanda contínua por profissionais especializados em guarda, alimentos, partilha e dissolução de vínculo conjugal. Além do divórcio, o crescimento das uniões estáveis e sua complexidade jurídica — especialmente em inventários e partilhas — ampliam o campo de atuação do especialista em Direito de Família e Sucessões. Os rearranjos familiares contemporâneos, como famílias reconstituídas e multiparentalidade, criam novas demandas jurídicas que exigem atualização constante do profissional.
Planejamento patrimonial e sucessório integrado
Escritórios de alta performance têm integrado família, sucessões, tributário e societário na assessoria a famílias e empresas familiares, criando um serviço de maior valor agregado e fidelização. Instrumentos como holding familiar, testamento, doação com reserva de usufruto e pacto antenupcial são cada vez mais demandados por clientes com patrimônio imobiliário e empresarial. Essa integração multidisciplinar amplia a atuação do especialista em Direito de Família e Sucessões para além do contencioso clássico, posicionando-o como consultor estratégico de longo prazo. A tendência é de crescimento dessa frente consultiva, especialmente com o envelhecimento da população brasileira e o aumento da longevidade.
Complexidade crescente em união estável e herança
As regras de prova, formalização e efeitos jurídicos da união estável continuam gerando dúvidas frequentes em registros, inventários e partilhas, especialmente quando há filhos de relacionamentos anteriores ou patrimônio acumulado durante a convivência. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça têm consolidado entendimentos sobre os direitos sucessórios do companheiro, mas a aplicação prática ainda gera litígios frequentes. O especialista em Direito de Família e Sucessões precisa dominar essa jurisprudência para orientar clientes com segurança. A formalização da união estável por escritura pública é uma das recomendações mais frequentes dos especialistas para evitar conflitos futuros.
Crescimento da demanda informacional no digital
Vídeos e posts sobre pensão alimentícia, inventário, partilha, guarda e divórcio concentram grande interesse em YouTube e redes sociais, criando uma oportunidade única para o advogado especializado que domina marketing jurídico e comunicação acessível. Termos como “inventário extrajudicial”, “pensão alimentícia”, “guarda compartilhada” e “união estável” geram alto volume de buscas orgânicas no Brasil. O profissional de Direito de Família e Sucessões que produz conteúdo educativo constrói autoridade digital antes mesmo do primeiro contato com o cliente. Essa tendência favorece escritórios que investem em presença online e posicionamento como referência na área.
Perfil Profissional
Quem se destaca em Direito de Família e Sucessões?
Características valorizadas, soft skills essenciais e os principais segmentos do mercado que contratam especialistas nessa área.
O profissional que se destaca em Direito de Família e Sucessões combina rigor técnico com inteligência emocional acima da média. Diferente de outras especialidades jurídicas, aqui o cliente chega em momentos de alta vulnerabilidade — luto, separação, conflito familiar — e espera do advogado não apenas competência técnica, mas também escuta qualificada, clareza na comunicação e capacidade de conduzir negociações complexas sem escalar o conflito desnecessariamente. A habilidade de mediar interesses opostos e encontrar soluções consensuais é um diferencial competitivo real nesse mercado.
Do ponto de vista técnico, o especialista precisa dominar o Código Civil (especialmente os livros de Direito de Família e Direito das Sucessões), o Código de Processo Civil, a legislação notarial e registral, e a jurisprudência atualizada do STJ e STF sobre temas como guarda, alimentos, herança do companheiro e partilha de bens. O conhecimento da Resolução CNJ nº 571/2024 e das normas estaduais de serviços notariais é indispensável para quem atua com inventário e divórcio extrajudicial. A capacidade de elaborar contratos, escrituras, testamentos e acordos com precisão técnica é uma competência central da área.
As soft skills mais valorizadas pelo mercado incluem: comunicação clara e empática, capacidade de simplificar linguagem jurídica complexa para clientes leigos, resiliência emocional para lidar com situações de alta tensão, organização para gerenciar múltiplos processos simultaneamente e habilidade de negociação para construir acordos duradouros. O profissional que consegue resolver conflitos familiares com menos litígio e mais consenso tende a construir uma reputação sólida e uma base de clientes fidelizados por indicação.
O mercado de Direito de Família e Sucessões é amplo e diversificado, com oportunidades em diferentes segmentos. A seguir, os principais campos de atuação para quem se especializa nessa área:
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⚖️ Escritórios especializados em família
Escritórios boutique focados em Direito de Família e Sucessões são o principal empregador de especialistas na área. Oferecem desde divórcio e guarda até planejamento sucessório e inventário, com equipes multidisciplinares que integram advogados, psicólogos e mediadores.
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🏢 Departamentos jurídicos de empresas familiares
Empresas familiares de médio e grande porte demandam assessoria jurídica especializada em planejamento sucessório, pactos societários e proteção patrimonial. O advogado interno com especialização em família e sucessões é um ativo estratégico para essas organizações.
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🏛️ Cartórios e serviços notariais
Com a ampliação da via extrajudicial pela Resolução CNJ nº 571/2024, cartórios de notas passaram a demandar advogados com conhecimento especializado em inventário, divórcio e partilha extrajudiciais. A atuação como advogado das partes nesses atos é obrigatória por lei.
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🤝 Mediação e resolução de conflitos
A mediação familiar é um campo em crescimento no Brasil, especialmente após o CPC/2015 e a Lei de Mediação (nº 13.140/2015). Advogados especializados em Direito de Família e Sucessões com formação em mediação têm espaço em centros de mediação, câmaras privadas e tribunais.
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📱 Advocacia digital e marketing jurídico
O crescimento da demanda informacional em redes sociais criou espaço para advogados que combinam especialização técnica com produção de conteúdo educativo. Escritórios digitais focados em família e sucessões atendem clientes de todo o Brasil, com processos extrajudiciais e consultoria online.
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🎓 Ensino jurídico e pesquisa acadêmica
A pós-graduação em Direito de Família e Sucessões também abre portas para a docência em faculdades de Direito e para a pesquisa acadêmica em temas como herança digital, multiparentalidade, alienação parental e planejamento sucessório. A combinação de prática e teoria é cada vez mais valorizada no mercado jurídico.
Progressão Profissional
Plano de carreira em Direito de Família e Sucessões
Da entrada no mercado ao topo da especialidade: entenda a progressão típica, os salários por nível e as especializações que aceleram a carreira.
A carreira em Direito de Família e Sucessões começa, na maioria dos casos, como advogado associado em escritório especializado ou como profissional autônomo atendendo casos de menor complexidade. No nível júnior, que compreende os primeiros 2 a 3 anos de atuação, o profissional se familiariza com os procedimentos de divórcio consensual, inventário extrajudicial e ações de alimentos, geralmente sob supervisão de um sócio ou advogado sênior. A remuneração nessa fase, segundo Salario.com.br e Glassdoor, fica entre R$ 2.500 e R$ 3.000 mensais em regime CLT, podendo variar conforme o porte do escritório e a localização.
No nível pleno, após 3 a 5 anos de experiência, o profissional passa a conduzir casos de maior complexidade com autonomia — divórcios litigiosos, inventários judiciais, ações de guarda disputadas e planejamento sucessório para famílias com patrimônio relevante. A remuneração média nesse estágio é de R$ 5.000 mensais, podendo chegar a R$ 6.000 em escritórios de médio e grande porte em capitais. A especialização em mediação familiar, direito notarial ou planejamento patrimonial é um diferencial que acelera a progressão para o nível sênior.
O nível sênior, alcançado geralmente após 7 a 10 anos de atuação consistente em Direito de Família e Sucessões, é marcado pela liderança de equipes, gestão de carteira de clientes e atuação em casos de alto valor e complexidade. Profissionais que integram família, tributário e societário em uma assessoria multidisciplinar para empresas familiares e clientes de alta renda alcançam remunerações acima de R$ 10.000 mensais, seja como sócios de escritório, seja como consultores independentes. A construção de reputação e rede de indicações é o principal ativo nesse nível.
As especializações que mais abrem caminho para o nível superior incluem: pós-graduação em Direito de Família e Sucessões (como a oferecida pela UFEM), formação em mediação e arbitragem familiar, especialização em direito notarial e registral, e capacitação em planejamento patrimonial e holding familiar. A combinação de especialização técnica com habilidades de marketing jurídico e comunicação digital é cada vez mais valorizada, especialmente para advogados que desejam construir uma prática autônoma de sucesso.
Competências CBO 241015
Atribuições do especialista em Direito de Família e Sucessões
Competências técnicas e atribuições previstas no CBO 241015 — Advogado (direito de família e sucessões).
- ✓ Divórcio e separação judicial e extrajudicial: conduz o processo de dissolução do vínculo conjugal, seja pela via judicial ou em cartório de notas, elaborando petições, acordos e escrituras.
- ✓ Inventário e partilha de bens: organiza a sucessão patrimonial após o falecimento, orienta herdeiros e acompanha o processo judicial ou extrajudicial até a transferência dos bens.
- ✓ Guarda e convivência de filhos: atua na definição de guarda compartilhada ou unilateral, regime de visitas e convivência, sempre com foco no melhor interesse da criança e do adolescente.
- ✓ Ações de alimentos: propõe, negocia e executa ações de alimentos para filhos, cônjuges e outros dependentes, incluindo revisão e exoneração de pensão alimentícia.
- ✓ Planejamento sucessório: estrutura testamentos, doações, pactos antenupciais e holdings familiares para organizar a transmissão de bens e reduzir conflitos entre herdeiros.
- ✓ Formalização de união estável: elabora escrituras de reconhecimento, dissolução e conversão de união estável em casamento, orientando sobre regimes de bens e efeitos jurídicos.
- ✓ Alienação parental: identifica, denuncia e combate situações de alienação parental, atuando na proteção do vínculo entre filhos e genitores em processos de separação.
- ✓ Adoção e tutela: orienta e acompanha processos de adoção, tutela e curatela, garantindo o cumprimento dos requisitos legais e a proteção integral dos envolvidos.
- ✓ Herança digital: orienta sobre a transmissão de ativos digitais — criptomoedas, contas em plataformas, direitos autorais online — em inventários e planejamentos sucessórios.
- ✓ Mediação e resolução consensual: atua como mediador ou advogado das partes em mediações familiares, buscando soluções consensuais que preservem as relações e reduzam o custo emocional e financeiro do conflito.
Dúvidas frequentes
Perguntas sobre Direito de Família e Sucessões e o curso da UFEM
Respostas completas para as dúvidas mais frequentes de quem busca se especializar em família, inventário e sucessões.
Qual é o salário de um advogado especializado em Direito de Família e Sucessões?
Segundo fontes abertas de mercado como Salario.com.br e Glassdoor, o piso salarial para advogados em início de carreira na área fica entre R$ 2.500 e R$ 3.000 mensais. Profissionais plenos, com 3 a 5 anos de experiência em Direito de Família e Sucessões, alcançam média de R$ 5.000, enquanto seniores em escritórios de médio e grande porte chegam a R$ 6.000 ou mais. Com especialização em planejamento patrimonial, contencioso de alto valor ou assessoria a empresas familiares, a remuneração pode ultrapassar R$ 10.000 mensais, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Esses valores refletem remuneração CLT; honorários advocatícios em atuação autônoma podem variar significativamente conforme o caso e a tabela da OAB.
Quanto tempo dura a pós-graduação em Direito de Família e Sucessões da UFEM?
A pós-graduação da UFEM em Direito de Família e Sucessões é oferecida no formato 100% online, com duração prevista de até 12 meses. O curso é reconhecido pelo MEC e voltado para advogados e bacharéis em Direito que desejam se especializar em inventário, planejamento sucessório, divórcio, guarda e partilha. O formato online permite que o aluno estude no seu próprio ritmo, conciliando a especialização com a prática profissional. Consulte a página oficial do curso para informações atualizadas sobre carga horária, módulos e calendário de início de turmas.
O mercado de Direito de Família e Sucessões está em alta?
Sim, a tendência é de demanda sustentada e crescente. O IBGE apontou 428.301 divórcios em 2024, e o CNJ ampliou a via administrativa para inventário, partilha e divórcio consensual com a Resolução nº 571/2024, o que aumenta a necessidade de orientação jurídica especializada em todas as etapas. O crescimento do planejamento sucessório como serviço consultivo, especialmente para famílias com patrimônio imobiliário e empresas familiares, é outra frente em expansão. Além disso, a complexidade crescente das uniões estáveis, a herança digital e os rearranjos familiares contemporâneos criam novas demandas que exigem profissionais atualizados e especializados em Direito de Família e Sucessões.
Como funciona o inventário extrajudicial e quando é obrigatório ir à Justiça?
O inventário extrajudicial é realizado em cartório de notas, por escritura pública, quando todos os herdeiros são maiores, capazes e estão de acordo com a partilha, e não há testamento. A Resolução CNJ nº 571/2024 detalhou e ampliou as hipóteses permitidas, tornando o processo mais ágil e menos oneroso do que a via judicial. Quando há herdeiro menor, incapaz, litígio entre herdeiros ou testamento, o inventário deve ser judicial, com intervenção do Ministério Público. O advogado especializado em Direito de Família e Sucessões é indispensável em ambas as vias: na extrajudicial, sua presença é obrigatória por lei; na judicial, é essencial para conduzir o processo com segurança e eficiência.
Quem tem direito à herança no Brasil?
O Código Civil brasileiro estabelece uma ordem de vocação hereditária: descendentes (filhos, netos), ascendentes (pais, avós), cônjuge ou companheiro(a) e colaterais até o 4º grau. Herdeiros necessários — descendentes, ascendentes e cônjuge — têm direito à legítima, que corresponde a 50% do patrimônio líquido do falecido, e não podem ser excluídos da herança por testamento. O companheiro em união estável também possui direitos sucessórios, mas as regras variam conforme o regime de bens e a existência de outros herdeiros, tornando a orientação jurídica especializada fundamental. O especialista em Direito de Família e Sucessões é o profissional habilitado para esclarecer esses direitos e conduzir o processo de forma segura.
É possível fazer divórcio em cartório sem advogado?
Não. Mesmo no divórcio extrajudicial, realizado em cartório de notas, a presença de advogado é obrigatória por lei — ele pode representar ambas as partes, desde que não haja conflito de interesses. O profissional de Direito de Família e Sucessões orienta sobre a partilha de bens, guarda dos filhos, alimentos e demais cláusulas do acordo, garantindo que o documento seja juridicamente válido e proteja os interesses de todos os envolvidos. Quando há filhos menores ou incapazes, o divórcio deve ser judicial, com intervenção do Ministério Público. A via extrajudicial é mais rápida e barata, mas não dispensa a assessoria jurídica especializada em nenhuma hipótese.
O que é planejamento sucessório e por que é importante?
Planejamento sucessório é o conjunto de estratégias jurídicas e patrimoniais adotadas em vida para organizar a transmissão de bens, reduzir conflitos entre herdeiros e minimizar a carga tributária sobre a herança. Instrumentos como testamento, doação em vida com reserva de usufruto, pacto antenupcial, holding familiar e seguros de vida fazem parte desse planejamento. O advogado especializado em Direito de Família e Sucessões atua de forma multidisciplinar, integrando direito civil, tributário e societário para criar soluções personalizadas. A demanda por esse serviço cresceu especialmente entre famílias com patrimônio imobiliário e empresas familiares, que buscam evitar os custos e conflitos de um inventário litigioso.
Como funciona a guarda compartilhada no Brasil?
A guarda compartilhada é a regra no Brasil desde a Lei nº 13.058/2014, aplicada quando não há acordo entre os pais ou quando ambos são aptos a exercer a guarda. Ela garante que ambos os genitores participem das decisões sobre educação, saúde e lazer dos filhos, mesmo que a residência principal seja fixada com um deles. A guarda unilateral é exceção, aplicada quando um dos pais é considerado inapto para o exercício da guarda. O advogado de Direito de Família e Sucessões é essencial para negociar e formalizar acordos de guarda, convivência e alimentos que sejam duradouros e respeitem o melhor interesse da criança.
Preciso de graduação em Direito para fazer a pós-graduação da UFEM?
Sim. A pós-graduação em Direito de Família e Sucessões da UFEM é destinada a bacharéis em Direito, advogados inscritos na OAB e profissionais com formação jurídica que desejam se especializar na área. O curso pressupõe conhecimento do Código Civil, CPC e legislação correlata, e não é adequado para quem não possui graduação em Direito. Para atuar como advogado, além da graduação, é necessária a aprovação no Exame da OAB e inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. A especialização é um diferencial competitivo real no mercado jurídico, especialmente em uma área tão técnica e sensível como o Direito de Família e Sucessões.
Quais são as principais dúvidas sobre herança e inventário que as pessoas têm?
As dúvidas mais recorrentes em fóruns, YouTube e redes sociais envolvem: como funciona o inventário extrajudicial, quando é obrigatório ir à Justiça, quem tem direito à herança, como fica a união estável na sucessão, o que entra na partilha de bens, como cobrar pensão alimentícia, se o testamento vale mesmo com herdeiros necessários, e quanto custa um advogado de família. O especialista em Direito de Família e Sucessões precisa dominar essas questões e saber comunicá-las de forma acessível, pois o cliente chega em situação de vulnerabilidade emocional e precisa de clareza e segurança. A capacidade de simplificar a linguagem jurídica sem perder a precisão técnica é um diferencial competitivo real nessa área.