Mercado de Trabalho Brasil · Outubro 2026
Equoterapia no Brasil
Panorama de quem usa o cavalo como ferramenta terapêutica: o teto de mercado do Equoterapeuta, CBO 2263-15, é de R$ 3.105,75, enquanto a rede ligada à ANDE Brasil já soma 450 centros de atendimento e atende cerca de 25 mil pessoas pelo país. Dados do Portal Salário com base no CAGED e da Associação Nacional de Equoterapia.
Quem transforma o passo do cavalo em reabilitação?
É a equipe de equoterapia: profissionais de saúde, educação e equitação que usam o movimento tridimensional do cavalo como ferramenta terapêutica para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais. A pós-graduação em Equoterapia forma quem já atua em uma dessas áreas e quer se especializar para integrar essa equipe de forma tecnicamente correta.
A sessão começa muito antes de o praticante subir no cavalo. É avaliar a condição física e psicológica da pessoa, planejar objetivos terapêuticos, educacionais ou sociais específicos, escolher o cavalo e o conduzir dentro desses objetivos, e registrar o progresso de forma individual, sistemática e periódica em prontuário, conforme a Lei 13.830/2019. A mesma lei define a equipe obrigatória de cada centro: médico, veterinário, psicólogo, fisioterapeuta e profissional de equitação, além de pedagogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e educador físico como integrantes facultativos, desde que tenham formação específica em equoterapia.
O mercado em volta desse trabalho segue dois movimentos distintos: o salário de carteira assinada é baixo e a amostra formal é pequena, segundo o CAGED, enquanto a rede de atendimento filantrópico e associativo segue em expansão silenciosa havia 35 anos, com centenas de centros espalhados pelo país. Quem se especializa tende a atuar por contrato com centros, associações e clínicas particulares, não por uma vaga de concurso tradicional.
“Atualmente são 450 centros de atendimento distribuídos por praticamente todo o território nacional, abrangendo entidades filiadas e agregadas. Juntas, essas instituições garantem assistência para cerca de 25 mil pessoas.”
Jorge Dornelles Passamani, presidente da ANDE Brasil, à Revista Horse, julho de 2024
Avaliação e planejamento
Avaliação médica, psicológica e fisioterapêutica prévia, com objetivos terapêuticos definidos para cada praticante.
Sessão com o cavalo
Condução do cavalo e do praticante, usando o movimento tridimensional do passo como estímulo terapêutico.
Equipe multiprofissional
Atuação conjunta de médico, veterinário, psicólogo, fisioterapeuta e profissional de equitação, exigida por lei.
Documentação clínica
Registro individual, sistemático e periódico do progresso do praticante em prontuário, conforme a Lei 13.830/2019.
Panorama do Setor
Equoterapia em números
Dados da ANDE Brasil, da Revista Horse, do CFM, do COFFITO e do Portal Salário com base no CAGED.
Comparação de teto salarial entre as duas ocupações centrais da equoterapia · Fonte: Portal Salário/CAGED
Remuneração
Quanto ganha quem trabalha com equoterapia?
O Portal Salário, com base no CAGED, traz a faixa das duas ocupações para quem trabalha de carteira assinada. A amostra formal é pequena porque boa parte da atuação acontece em centros filantrópicos e associativos.
Faixa salarial · Equoterapeuta, CBO 2263-15
Fonte: Portal Salário/CAGED, CBO 2263-15, agosto de 2025 a julho de 2026, amostra de 90 profissionais. Barras na mesma escala, com o teto de mercado como referência de 100%.
Referências reais do mercado em 2026
Sem concurso público ativo para a profissão, a tabela reúne a faixa do CAGED das duas ocupações centrais e o tamanho da rede que sustenta a maior parte do atendimento.
| Referência | Valor |
|---|---|
| Equoterapeuta, piso a teto (CBO 2263-15) | R$ 1.672 a R$ 3.106 |
| Instrutor de Equitação para Equoterapia, teto (CBO 3331-10) | R$ 4.523 |
| Centros de equoterapia filiados à ANDE Brasil | 450 |
| Pessoas atendidas pela rede ANDE Brasil | 25 mil |
Não há edital de concurso público ativo em 2026 com cargo específico de equoterapeuta. Um projeto de lei que obrigaria o SUS a oferecer equoterapia em cada estado segue em tramitação na Câmara dos Deputados desde maio de 2025.
Especialize-se em Equoterapia pela UFEM
- Pós 100% EAD com certificação reconhecida pelo MEC
- Forma para integrar a equipe multiprofissional prevista na Lei 13.830/2019
- Conclusão em até 6 meses, sem esperar semestre letivo
- Voltada a quem já tem diploma em saúde, educação ou equitação
- Investimento de R$ 1.908,00, com valor à vista de R$ 954,00
O que vem por aí
Tendências de Equoterapia para 2026
Seis movimentos que estão mudando o trabalho de quem atua com equoterapia no Brasil.
Projeto de lei quer equoterapia no SUS
Comissão da Câmara dos Deputados aprovou, em maio de 2025, projeto que obriga o SUS a oferecer equoterapia em pelo menos um centro por estado, ainda em tramitação.
STJ eleva a régua de comprovação científica
Decisão de outubro de 2025 sobre cobertura de plano de saúde para TEA reforça a cobrança por protocolo documentado e evidência técnica em cada sessão.
Cavalos resgatados de maus-tratos para centros
Projeto de lei aprovado em comissão em abril de 2025 destina equinos resgatados por maus-tratos a centros de equoterapia, ampliando a oferta de animais.
Equipe multiprofissional abre a especialização
A Lei 13.830/2019 permite que pedagogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e educador físico integrem a equipe com formação específica em equoterapia.
Rede ANDE Brasil em expansão silenciosa
450 centros filiados e agregados, 25 mil pessoas atendidas e mais de 20.000 profissionais formados em 35 anos de atuação da associação.
Eventos técnicos crescem na área
O VIII Congresso Brasileiro de Equoterapia, em Maceió, reuniu 1.200 participantes, sinal de uma área técnica cada vez mais organizada.
Competências legais
Atribuições da equipe de Equoterapia
Atividades e exigências previstas pela Lei 13.830/2019 para o centro e para a equipe multiprofissional.
Planeja objetivos terapêuticos, educacionais ou sociais para cada sessão
Registra o progresso de forma individual, sistemática e periódica em prontuário
Integra equipe obrigatória de médico, veterinário, psicólogo, fisioterapeuta e profissional de equitação
Admite pedagogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e educador físico com formação específica
Centro precisa de alvará de vigilância sanitária e padrão de atendimento de urgência
Atua em centros filantrópicos, associações e clínicas privadas pelo país
Não substitui tratamento médico, mas integra o plano terapêutico da pessoa atendida
Perguntas Frequentes
Perguntas sobre Equoterapia e o curso
As dúvidas mais comuns de quem pesquisa a área e a pós-graduação, respondidas com dado e base legal.
O que é equoterapia e como ela funciona?
Equoterapia é o método de reabilitação que usa o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, voltado ao desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, conforme a Lei 13.830/2019. O movimento tridimensional do passo do cavalo se assemelha à marcha humana e estimula equilíbrio, tônus muscular, coordenação motora e controle de tronco e cabeça do praticante.
Qual é o CBO do profissional de equoterapia?
É o CBO 2263-15, Equoterapeuta, que reúne quem aplica a técnica dentro da equipe multiprofissional. Existe também o CBO 3331-10, Instrutor de Equitação para Equoterapia, voltado especificamente ao profissional de equitação que a Lei 13.830/2019 exige na equipe obrigatória de todo centro.
Quanto ganha quem trabalha com equoterapia no Brasil?
O Equoterapeuta, CBO 2263-15, tem salário médio de R$ 2.350,48, piso de R$ 1.672,43, mediana de R$ 2.196,00 e teto de R$ 3.105,75, segundo o Portal Salário com base no CAGED, agosto de 2025 a julho de 2026, sobre uma amostra de 90 profissionais. Já o Instrutor de Equitação para Equoterapia, CBO 3331-10, tem média de R$ 3.168,75 e teto de R$ 4.523,27 no mesmo período, com alta de 7% sobre o ano anterior.
Quem pode se especializar em equoterapia?
A Lei 13.830/2019 define uma equipe obrigatória de médico, veterinário, psicólogo, fisioterapeuta e profissional de equitação, além de pedagogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e educador físico como integrantes facultativos quando têm formação específica em equoterapia. A pós-graduação da UFEM é voltada a quem já tem diploma de curso superior em uma dessas áreas e quer se especializar para atuar tecnicamente dentro dessa equipe.
Existe concurso público para equoterapeuta?
Hoje, não de forma estruturada. A pesquisa para este conteúdo não encontrou nenhum edital ativo em 2026 com cargo específico de equoterapeuta ou instrutor de equitação para equoterapia: a prática ainda acontece majoritariamente em centros filantrópicos, associações como a ANDE Brasil e clínicas privadas, não no serviço público. Um projeto de lei que obrigaria o SUS a oferecer equoterapia em cada estado foi aprovado em comissão na Câmara dos Deputados em maio de 2025, mas ainda está em tramitação e não é lei vigente.
Planos de saúde são obrigados a cobrir equoterapia?
Não de forma geral. O Superior Tribunal de Justiça decidiu em 7 de outubro de 2025 que os planos de saúde não são obrigados a cobrir equoterapia para pacientes com transtorno do espectro autista, por falta de comprovação científica suficiente segundo parecer técnico da ANS. A decisão trata apenas da cobertura obrigatória por operadoras privadas para essa condição específica e não proíbe nem desqualifica a prática, que segue regulamentada pela Lei 13.830/2019.
Qual a legislação que regulamenta a equoterapia no Brasil?
A Lei 13.830/2019, sancionada em 14 de maio de 2019, regulamenta a equoterapia como método de reabilitação interdisciplinar, define a equipe obrigatória e as exigências do centro, como avaliação prévia, registro periódico em prontuário e alvará de vigilância sanitária. O Conselho Federal de Medicina já reconhecia a prática desde 1997, e o COFFITO a reconheceu como recurso terapêutico da fisioterapia e da terapia ocupacional em 2008.
Quanto tempo dura e quanto custa a pós-graduação em Equoterapia da UFEM?
A pós-graduação é 100% EAD e pode ser concluída em até 6 meses, sem precisar esperar o calendário de um semestre letivo tradicional. O investimento é de R$ 1.908,00, com 50% de desconto e valor à vista de R$ 954,00, ou 12 vezes de R$ 119,25 sem juros no cartão de crédito.