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A Profissão

Quem atua em Educação Física e TGD-TEA?

CBO 2241-40 — Profissional de Educação Física na Saúde

A área de Educação Física e TGD-TEA vive um momento de expansão sem precedentes no Brasil. O profissional que atua nesse campo planeja, executa e supervisiona programas de atividade física adaptada para pessoas com Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), combinando conhecimento técnico em movimento humano com sensibilidade para as especificidades sensoriais, comportamentais e comunicativas de cada praticante. Trata-se de uma das frentes mais exigentes e ao mesmo tempo mais valorizadas da Educação Física contemporânea, reconhecida oficialmente pelo CBO 2241-40 e respaldada por portarias do Ministério da Saúde.

Historicamente, a Educação Física esteve associada a desempenho esportivo e estética corporal. A virada para a saúde coletiva e a inclusão aconteceu de forma gradual ao longo das últimas duas décadas, impulsionada pela criação do Programa Academia da Saúde, pela inserção do profissional de Educação Física nas equipes de Atenção Primária e, mais recentemente, pela publicação do Guia de Atividade Física para Pessoas com TEA pelo Ministério do Esporte. Esse guia representa um marco institucional: pela primeira vez, o Estado brasileiro produziu um documento técnico específico para orientar profissionais na avaliação, planejamento e supervisão de programas voltados ao espectro autista. Isso legitima a especialização como diferencial de mercado e não apenas como interesse pessoal do profissional.

O contexto demográfico reforça a urgência da especialização. O IBGE, no Censo 2022, identificou 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com autismo, o equivalente a 1,2% da população residente. Esse número representa uma demanda real e crescente por serviços qualificados — em clínicas, escolas, academias, projetos sociais e atendimentos domiciliares. A maioria das famílias relata dificuldade em encontrar profissionais que compreendam as particularidades do TEA: a hipersensibilidade sensorial, a necessidade de rotinas previsíveis, a comunicação adaptada e a progressão individualizada de exercícios. O especialista em Educação Física e TGD-TEA preenche exatamente essa lacuna.

Do ponto de vista regulatório, a atuação exige formação superior em Educação Física e registro ativo no Conselho Regional de Educação Física (CREF). O CBO 2241-40 descreve o profissional como aquele que planeja e executa programas de atividades e exercícios físicos destinados à promoção da saúde, prevenção do agravamento de doenças e sintomas, com atuação em práticas corporais, atividades físicas e lazer. Esse escopo amplo permite ao especialista em TEA atuar tanto no setor público — em UBS, CAPS, NASF e Academia da Saúde — quanto no setor privado, em clínicas multiprofissionais, academias inclusivas e consultórios particulares. A portaria mais recente do Ministério da Saúde (Portaria GM 10.244, de fevereiro de 2026) reafirma a presença desse CBO em programas de saúde pública.

A remuneração do profissional de Educação Física e TGD-TEA reflete o valor crescente da especialização. Segundo o Portal Salário, com base em dados do CAGED e amostra de 10.664 profissionais, a média salarial do CBO 2241-40 é de R$ 3.124,98 mensais, com piso de R$ 1.928,75 e teto de R$ 4.834,90. Profissionais com especialização comprovada em TEA e atuação em centros de referência ou clínicas privadas podem alcançar R$ 6.968,54 mensais. A média salarial cresceu +7,9% no período mais recente analisado, superando a inflação e sinalizando valorização real da carreira. Para quem já atua na área e busca diferenciação, a pós-graduação específica é o caminho mais direto para acessar as faixas superiores de remuneração.

“Atividade física no TEA não é só exercício: é acesso, autonomia e qualidade de vida.”

— Síntese editorial baseada em Ministério do Esporte, Ministério da Saúde e IBGE
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Avaliar o perfil e os limites do praticante

O profissional mapeia rotina, sensorialidade, padrões de comunicação e preferências individuais antes de iniciar qualquer programa. Essa avaliação inicial é determinante para garantir segurança, adesão e progressão adequada. Sem ela, o risco de abandono da prática ou de sobrecarga sensorial é alto. O Guia do Ministério do Esporte dedica seções inteiras a esse processo de avaliação específica para o TEA.

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Planejar atividades e exercícios adaptados

Com base na avaliação, o especialista cria sessões com progressão clara, linguagem objetiva e mediação adequada ao nível de suporte de cada pessoa. A previsibilidade da estrutura da sessão é um elemento central: saber o que vai acontecer reduz a ansiedade e favorece a participação. Adaptações de regras, equipamentos e ambiente fazem parte do repertório técnico do profissional de Educação Física e TGD-TEA.

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Promover inclusão e participação social

Além do aspecto motor, o profissional organiza práticas corporais que favorecem autonomia, convivência e adesão ao movimento ao longo do tempo. A inclusão não é apenas física: envolve criar ambientes onde a pessoa com TEA se sinta segura, respeitada e capaz. Projetos em academias inclusivas, escolas e projetos sociais são espaços privilegiados para esse trabalho.

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Atuar em saúde, prevenção e bem-estar

O Ministério da Saúde reconhece que a atividade física regular contribui para prevenção de doenças, saúde metabólica, qualidade do sono e bem-estar geral — benefícios especialmente relevantes para pessoas com TEA, que frequentemente apresentam comorbidades como ansiedade, distúrbios do sono e alterações metabólicas. O profissional especializado atua de forma integrada com equipes multiprofissionais, potencializando os resultados do cuidado.

Panorama do Setor

Educação Física e TGD-TEA em números

Dados consolidados do IBGE, Portal Salário/CAGED, Ministério do Esporte e Ministério da Saúde para o período 2022–2026.

2,4 milhões
Brasileiros diagnosticados com autismo segundo o Censo IBGE 2022. Esse número representa 1,2% da população residente e dimensiona a magnitude do público que demanda profissionais especializados em Educação Física e TGD-TEA no país.
IBGE Censo 2022
10.664
Profissionais CLT na amostra CAGED para o CBO 2241-40 (Profissional de Educação Física na Saúde). Esse é o universo de referência usado pelo Portal Salário para calcular as faixas salariais do setor no período 2024–2026.
CAGED / Portal Salário
+7,9%
Crescimento na média salarial do CBO 2241-40 no período mais recente analisado pelo Portal Salário. Esse índice supera a inflação do período e indica valorização real da carreira, especialmente para profissionais com especialização em TEA.
Crescimento real 2025
R$ 3.124
Salário médio mensal do Profissional de Educação Física na Saúde (CBO 2241-40), segundo o Portal Salário com base em CAGED. O teto formal é de R$ 4.834,90 e especialistas em TEA podem alcançar R$ 6.968,54 mensais.
Portal Salário / CAGED
1 Guia Oficial
O Ministério do Esporte publicou guia específico para atividade física de pessoas com TEA, destinado a orientar profissionais na avaliação, planejamento e supervisão de programas. É o primeiro documento federal do tipo, sinalizando institucionalização do tema no Brasil.
Ministério do Esporte
CBO 2241-40
Código oficial do Ministério do Trabalho para o Profissional de Educação Física na Saúde. O CBO aparece em portarias do Ministério da Saúde vinculadas à Academia da Saúde e à Atenção Primária, abrindo portas para atuação no setor público.
MTE / Ministério da Saúde

Remuneração

Quanto ganha um profissional de Educação Física e TGD-TEA?

Dados oficiais do Portal Salário com base no CAGED — período 2024–2026. Salário base contratual (44h/semana), amostra de 10.664 profissionais do CBO 2241-40. A especialização em TEA é o principal fator de diferenciação salarial dentro da carreira.

Faixas salariais — CBO 2241-40

Piso salarial
R$ 1.928,75
Média do setor
R$ 3.124,98
Teto (CLT)
R$ 4.834,90
Com especialização
R$ 6.968,54

Fonte: Portal Salário / CAGED — Período 2024–2026 · Amostra: 10.664 profissionais CLT

Salário por estado — referências disponíveis

Estado Salário médio
SP — São Paulo R$ 3.124,98
MG — Minas Gerais R$ 6.968,54*
RJ — Rio de Janeiro Consulte-nos
PR — Paraná Consulte-nos
RS — Rio Grande do Sul Consulte-nos
SC — Santa Catarina Consulte-nos
BA — Bahia Consulte-nos

*Melhor salário por cidade identificado na base consultada (Bom Despacho/MG). Dados regionais consolidados não disponíveis para todos os estados nas fontes abertas consultadas. Fonte: Portal Salário / CAGED 2024–2026.

A dispersão salarial entre o piso (R$ 1.928,75) e o teto com especialização (R$ 6.968,54) é expressiva — uma diferença de 261%. Isso indica que a trajetória de carreira e a qualificação específica têm peso determinante na remuneração. Profissionais que investem em especialização em Educação Física e TGD-TEA e constroem experiência em centros de referência ou clínicas multiprofissionais tendem a migrar rapidamente das faixas inferiores para as superiores. A localização geográfica também influencia: grandes centros urbanos e regiões com maior concentração de clínicas de TEA tendem a oferecer melhores remunerações.

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2,4 milhões brasileiros com autismo (IBGE 2022)
R$ 3.124,98 salário médio mensal (CAGED)
+7,9% crescimento salarial anual
CBO 2241-40

Especialize-se em Educação Física e TGD-TEA pela UFEM

  • Pós-graduação 100% online com diploma MEC
  • Conteúdo alinhado ao Guia do Ministério do Esporte para TEA
  • Formação para atuar em clínicas, escolas e saúde pública
  • Professores com experiência clínica em TEA e inclusão
  • Acesso vitalício ao material didático após a conclusão

Tendências 2025–2030

Forças que impulsionam o mercado de Educação Física e TGD-TEA

Fatores estruturais que garantem demanda crescente e sustentada para profissionais especializados nos próximos anos.

Perfil Profissional

Quem se destaca na área de Educação Física e TGD-TEA?

Características valorizadas, soft skills essenciais e os principais segmentos de mercado que contratam especialistas.

O profissional que se destaca na área de Educação Física e TGD-TEA combina sólida base técnica em movimento humano com habilidades interpessoais que vão além do convencional. Paciência, capacidade de observação, comunicação adaptada e tolerância à imprevisibilidade são atributos tão importantes quanto o conhecimento sobre fisiologia do exercício. Profissionais que conseguem criar vínculos de confiança com a pessoa no espectro — e com sua família — têm resultados muito superiores aos que aplicam protocolos rígidos sem considerar o perfil individual. A formação em Educação Física e TGD-TEA desenvolve exatamente essa capacidade de leitura e adaptação contínua.

Do ponto de vista técnico, o especialista precisa dominar avaliação funcional adaptada, planejamento de sessões com estrutura previsível, estratégias de comunicação visual e aumentativa, manejo de comportamentos desafiadores durante a prática e integração sensorial aplicada ao exercício. Esses conhecimentos não fazem parte do currículo padrão da graduação em Educação Física — são adquiridos em especializações, cursos de extensão e experiência clínica supervisionada. Por isso, a pós-graduação específica em Educação Física e TGD-TEA representa um salto qualitativo real na capacidade de atuação do profissional.

O trabalho em equipe multiprofissional é outra competência central. Na maioria dos contextos de atuação com TEA — clínicas, escolas especiais, CAPS, NASF — o profissional de Educação Física trabalha ao lado de fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e médicos. Saber comunicar objetivos, compartilhar observações e integrar o programa de atividade física ao plano terapêutico global é uma habilidade que diferencia o especialista do generalista. Profissionais com essa capacidade de atuação interdisciplinar são os mais disputados no mercado.

O perfil empreendedor também é valorizado nessa área. Muitos especialistas em Educação Física e TGD-TEA constroem trajetórias como profissionais liberais — atendendo de forma autônoma, montando estúdios ou espaços de atividade física adaptada, oferecendo consultoria para escolas e academias ou desenvolvendo programas de formação para outros profissionais. A combinação de expertise técnica com capacidade de gestão e comunicação digital é o perfil mais completo e mais bem remunerado do setor.

Principais áreas de atuação

  • 🏥 Clínicas multiprofissionais de TEA

    As clínicas especializadas em TEA são o principal empregador de especialistas em Educação Física e TGD-TEA no setor privado. Nesses espaços, o profissional integra equipes com fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, desenvolvendo programas de atividade física como parte do plano terapêutico. A remuneração tende a ser superior à média do setor, especialmente em clínicas de referência em grandes centros urbanos.

  • 🏫 Escolas especiais e regulares com inclusão

    Com a política de educação inclusiva, escolas regulares passaram a receber alunos com TEA em suas turmas. O profissional de Educação Física especializado em TGD-TEA é fundamental para adaptar as aulas de Educação Física escolar, garantindo participação segura e significativa. Escolas especiais também contratam esses profissionais para programas de desenvolvimento motor e inclusão social.

  • 🏛️ Saúde pública — Academia da Saúde, UBS e NASF

    O CBO 2241-40 está previsto em portarias do Ministério da Saúde para atuação na Atenção Primária, incluindo o Programa Academia da Saúde e os Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASF). Concursos públicos para essas vagas exigem graduação em Educação Física e registro no CREF. A especialização em TEA é um diferencial em processos seletivos para serviços que atendem populações diversas.

  • 🏋️ Academias inclusivas e personal training adaptado

    O mercado de academias inclusivas e personal training especializado para pessoas com TEA cresce à medida que famílias buscam alternativas ao modelo clínico tradicional. Profissionais autônomos que atendem de forma individualizada — em domicílio, em estúdios próprios ou em academias parceiras — têm maior flexibilidade de horários e potencial de renda superior, especialmente em regiões com alta concentração de famílias de classe média e alta.

  • 📱 Projetos sociais, ONGs e conteúdo digital

    Organizações sociais voltadas à inclusão de pessoas com TEA contratam especialistas em Educação Física para programas de atividade física comunitária. Paralelamente, o mercado digital abre espaço para criação de conteúdo educativo, cursos online e consultoria remota. Profissionais que combinam expertise técnica com presença digital constroem audiências engajadas e fontes de renda diversificadas.

Progressão Profissional

Plano de carreira em Educação Física e TGD-TEA

Da graduação à especialização: como se dá a progressão típica na carreira e quais investimentos aceleram a ascensão.

A carreira em Educação Física e TGD-TEA começa, obrigatoriamente, com a graduação em Educação Física (bacharelado) e o registro no CREF. Nos primeiros dois a três anos após a formação, o profissional costuma atuar em nível júnior — em academias convencionais, projetos sociais ou como assistente em clínicas multiprofissionais. Nessa fase, a remuneração tende a ficar próxima do piso do CBO 2241-40, entre R$ 1.928,75 e R$ 2.500,00 mensais. É o período de construção de experiência prática, desenvolvimento de repertório técnico e identificação do nicho de atuação preferencial.

O salto para o nível pleno acontece tipicamente entre o terceiro e o quinto ano de carreira, especialmente quando o profissional investe em especialização. A pós-graduação em Educação Física e TGD-TEA é o principal acelerador dessa transição: ela fornece o referencial técnico específico, credencia o profissional para atuar em contextos mais exigentes e sinaliza ao mercado um compromisso com a qualificação. Nessa fase, a remuneração migra para a faixa de R$ 3.000,00 a R$ 4.800,00 mensais, dependendo do segmento (público ou privado) e da localização geográfica.

O nível sênior — com remuneração acima de R$ 4.834,90 e potencial de até R$ 6.968,54 mensais segundo os dados do Portal Salário — é alcançado por profissionais que combinam experiência clínica consolidada, especialização reconhecida, capacidade de coordenação de equipes e, frequentemente, atuação em mais de um segmento simultaneamente. Coordenadores de programas de atividade física adaptada em clínicas de referência, consultores para redes de escolas ou profissionais com carteira própria de clientes no atendimento autônomo são exemplos típicos desse perfil.

Para quem deseja acelerar a progressão, as especializações mais estratégicas além da pós-graduação em TGD-TEA incluem: formação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para entender melhor os princípios comportamentais usados no TEA; certificação em Atividade Física Adaptada (AFA); formação em Integração Sensorial; e cursos de gestão para quem pretende empreender. A combinação de expertise técnica em Educação Física e TGD-TEA com habilidades de gestão e comunicação digital é o perfil mais valorizado e mais bem remunerado do setor nos próximos anos.

Competências do CBO 2241-40

Atribuições do Profissional de Educação Física na Saúde

Competências oficiais previstas no CBO 2241-40 do Ministério do Trabalho e Emprego, com aplicação específica ao contexto do TGD-TEA.

  • Avaliação funcional e diagnóstico de aptidão física Aplicar protocolos de avaliação adaptados ao perfil sensorial e motor de cada praticante com TEA, identificando capacidades, limitações e objetivos individuais.
  • Planejamento de programas de atividade física Elaborar planos de exercícios com progressão adequada, linguagem clara, estrutura previsível e objetivos mensuráveis, alinhados ao nível de suporte de cada pessoa.
  • Supervisão e orientação durante a prática Acompanhar a execução dos exercícios, realizar correções técnicas com comunicação adaptada e garantir a segurança física e emocional do praticante ao longo de toda a sessão.
  • Promoção da saúde e prevenção de agravamentos Contribuir para a saúde metabólica, cardiovascular e mental do praticante, prevenindo comorbidades frequentes no TEA como obesidade, distúrbios do sono e ansiedade.
  • Adaptação sensorial do ambiente e dos exercícios Identificar gatilhos sensoriais (som, luz, contato, textura) e adaptar o ambiente de prática e os exercícios para minimizar sobrecarga e maximizar a participação e o bem-estar.
  • Atuação em equipe multiprofissional Integrar o programa de atividade física ao plano terapêutico global, comunicando objetivos e resultados com fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e médicos da equipe.
  • Orientação a famílias e cuidadores Capacitar famílias e cuidadores para apoiar a prática de atividade física em casa e na comunidade, ampliando o impacto do programa além das sessões supervisionadas.
  • Registro, monitoramento e evolução do praticante Documentar avaliações, sessões e resultados de forma sistemática, permitindo o acompanhamento da evolução ao longo do tempo e o ajuste do programa conforme as necessidades do praticante.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre Educação Física e TGD-TEA

Respostas completas para as dúvidas mais comuns de profissionais, famílias e estudantes que buscam informações sobre a área.

Qual é o salário de um profissional de Educação Física e TGD-TEA?

Segundo o Portal Salário, com base em dados do CAGED e amostra de 10.664 profissionais do CBO 2241-40, o piso salarial é de R$ 1.928,75, a média é de R$ 3.124,98 e o teto formal é de R$ 4.834,90 mensais. Profissionais com especialização comprovada em TEA e atuação em centros de referência ou clínicas privadas podem alcançar R$ 6.968,54 mensais, conforme o melhor salário identificado na base consultada. A média salarial cresceu +7,9% no período mais recente analisado, superando a inflação e indicando valorização real da carreira. A localização geográfica e o segmento de atuação (público ou privado) também influenciam significativamente a remuneração.

Qual a duração da pós-graduação em Educação Física e TGD-TEA da UFEM?

A pós-graduação da UFEM em Educação Física e TGD-TEA tem formato de especialização lato sensu, com duração estimada de até 12 meses e modalidade 100% online. O diploma é reconhecido pelo MEC, o que garante validade nacional para fins de progressão de carreira, concursos públicos e processos seletivos em clínicas e instituições de saúde. Para informações atualizadas sobre carga horária total, grade curricular e formas de pagamento, entre em contato com a UFEM pelo WhatsApp 45 3196 5616 ou acesse diretamente a página do curso.

O mercado para Educação Física e TGD-TEA está em alta?

Sim, com forte sustentação institucional e demográfica. O IBGE identificou 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com autismo no Censo 2022, equivalentes a 1,2% da população — e especialistas estimam que o número real é maior devido à subnotificação. O Ministério do Esporte publicou o primeiro guia federal específico para atividade física voltada ao TEA, sinalizando reconhecimento oficial do tema. O CBO 2241-40 aparece em portarias do Ministério da Saúde para atuação na Atenção Primária. A média salarial do cargo cresceu +7,9% no período mais recente, indicando valorização real. Todos esses fatores combinados apontam para um mercado em expansão sustentada.

É necessário registro no CREF para atuar com Educação Física e TGD-TEA?

Sim. A atuação no CBO 2241-40 exige formação superior em Educação Física (bacharelado) e registro ativo no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Atuar sem registro é exercício ilegal da profissão e sujeita o profissional a sanções administrativas. O Ministério da Saúde utiliza o CBO 2241-40 em portarias e programas públicos, o que reforça a exigência regulatória para atuação tanto no setor público quanto no privado. A pós-graduação em Educação Física e TGD-TEA complementa a formação, mas não substitui a graduação e o registro no CREF.

Como adaptar exercícios para crianças com TEA?

A adaptação começa com uma avaliação detalhada do perfil sensorial, motor e comportamental da criança — identificando preferências, gatilhos de sobrecarga e nível de suporte necessário. A estrutura da sessão deve ser previsível: a criança precisa saber o que vai acontecer em cada momento, o que reduz a ansiedade e favorece a participação. A linguagem deve ser clara, objetiva e, quando necessário, apoiada por recursos visuais (pictogramas, sequências de imagens). Estímulos sensoriais excessivos — música alta, iluminação intensa, contato físico inesperado — devem ser minimizados. O Guia do Ministério do Esporte para TEA orienta profissionais nesse processo de forma detalhada e é uma referência essencial para quem atua na área.

Quais esportes são mais adequados para pessoas com autismo?

Não existe uma lista universal, pois cada pessoa no espectro tem perfil sensorial, motor e de interesse completamente único. Modalidades com ambiente mais controlado, menor imprevisibilidade e regras claras — como natação, atletismo individual, artes marciais adaptadas, ciclismo e ginástica — costumam ter boa adesão inicial. Esportes coletivos podem ser trabalhados com adaptações progressivas, começando por versões simplificadas com menos jogadores e regras mais previsíveis. O profissional especializado em Educação Física e TGD-TEA avalia individualmente e experimenta diferentes modalidades antes de recomendar a mais adequada para cada praticante.

Atividade física melhora o comportamento e o sono de pessoas com TEA?

Evidências científicas e diretrizes do Ministério da Saúde indicam que a atividade física regular contribui para bem-estar, qualidade do sono, regulação emocional e saúde metabólica. Para pessoas com TEA, programas estruturados e previsíveis podem reduzir comportamentos de difícil manejo, melhorar a atenção e favorecer a socialização — benefícios que vão além do aspecto físico. Distúrbios do sono são muito comuns no TEA e a atividade física regular é uma das intervenções não farmacológicas com maior evidência de eficácia para essa questão. O acompanhamento por profissional especializado em Educação Física e TGD-TEA potencializa esses resultados, pois garante que o programa seja adequado ao perfil individual.

Como lidar com a hipersensibilidade sensorial durante a prática de exercícios?

A hipersensibilidade a som, luz, contato físico e textura é uma das principais barreiras à prática de exercícios por pessoas com TEA — e uma das razões mais citadas em fóruns e comunidades online como motivo de abandono de academias convencionais. O profissional especializado aprende a mapear os gatilhos sensoriais de cada praticante durante a avaliação inicial e a adaptar o ambiente de forma sistemática: reduzir volume de música, controlar iluminação, evitar contato físico inesperado e oferecer equipamentos com texturas toleráveis. A introdução de novos estímulos deve ser gradual e sempre com o consentimento e a participação ativa do praticante no processo.

Preciso de graduação para fazer a pós-graduação em Educação Física e TGD-TEA?

Sim. Por se tratar de uma especialização lato sensu, o requisito acadêmico é a graduação em Educação Física ou área correlata — não basta apenas o ensino médio. Isso diferencia a pós-graduação dos cursos de extensão e capacitação, que podem ter pré-requisitos menos exigentes. A especialização em Educação Física e TGD-TEA é destinada a profissionais já formados que desejam aprofundar conhecimentos específicos para atuar com pessoas no espectro autista. Confirme os pré-requisitos exatos no edital da UFEM ou entre em contato com a secretaria acadêmica pelo WhatsApp 45 3196 5616.

Onde um especialista em Educação Física e TGD-TEA pode trabalhar?

As principais frentes de atuação incluem clínicas multiprofissionais de TEA, academias inclusivas, escolas especiais e regulares com política de inclusão, serviços de saúde pública (Academia da Saúde, UBS, NASF, CAPS), projetos sociais e ONGs voltadas à inclusão, atendimento domiciliar e consultório particular. O CBO 2241-40 aparece em portarias do Ministério da Saúde vinculadas à Atenção Primária, o que abre portas para o setor público com estabilidade. O mercado privado — especialmente clínicas de referência em grandes centros urbanos — tende a oferecer remuneração acima da média, especialmente para especialistas com experiência comprovada em Educação Física e TGD-TEA.

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