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✦ Dia Internacional da Mulher
Reportagem EGOBrazil / iG

Voltar a Estudar Depois dos 30: Brasileiras Retomam a Graduação e Inspiram Outras Mulheres

Ivanir (54), Julia (36) e Mara (38) compartilham experiências de quem voltou a estudar após anos afastada da sala de aula — e mostram que nunca é tarde para conquistar o diploma com graduação EAD acelerada.

Publicado originalmente no EGOBrazil / Portal iG — por Andréia Mott — 6 de março de 2026

59,1%
das matrículas no ensino superior são de mulheres (Inep)

20,7%
das mulheres adultas possuem ensino superior completo (IBGE 2022)

12 meses
é o tempo para conquistar o diploma com graduação acelerada online

O movimento

Mulheres lideram a retomada dos estudos no Brasil

Mulheres que voltaram a estudar depois dos 30 — Ivanir Aparecida Machado, Julia Russo e Mara Silva compartilham suas experiências com graduação EAD

Ivanir Aparecida Machado, Julia Russo e Mara Silva compartilham experiências de quem voltou a estudar após anos afastada da sala de aula. Foto: EGOBrazil / iG

Voltar a estudar depois dos 30 deixou de ser exceção e se tornou um movimento crescente entre as brasileiras.

As mulheres representam 59,1% das matrículas no ensino superior brasileiro, segundo o Censo da Educação Superior mais recente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esse avanço coincide com um novo cenário educacional: profissionais adultas decidindo voltar a estudar depois dos 30 para ampliar renda, mudar de carreira ou conquistar estabilidade.

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, cresce a procura por graduações aceleradas e cursos de requalificação profissional que permitam concluir a formação em menos tempo e retornar ao mercado com novas oportunidades. Para muitas mulheres, a graduação EAD se tornou a única forma viável de conciliar trabalho, filhos e estudos.

Grande parte dessas mulheres já tem experiência profissional, mas precisa do diploma para acessar novas posições, prestar concursos públicos ou aumentar a renda.

Histórias reais

Três mulheres, três recomeços — histórias de quem voltou a estudar

Mara Silva, 38 anos — de mãe adolescente a universitária

Mara interrompeu os estudos ainda no ensino médio após engravidar da primeira filha. Anos depois, concluiu a formação básica pelo EJA, iniciou uma graduação em radiologia, mas precisou trancar o curso durante a pandemia por dificuldades financeiras. Em 2024, após iniciar um novo trabalho, encontrou na modalidade digital uma alternativa para retomar a formação.

“A plataforma é muito intuitiva e posso definir o horário em que vou estudar. Faço tudo no meu tempo e no conforto da minha casa. O marketing digital está crescendo muito e o curso me ajuda tanto na carreira quanto na preparação para concursos públicos.”

— Mara Silva, 38 anos, hoje cursando Marketing Digital

Ivanir Aparecida Machado, 54 anos — Cascavel/PR

A maternidade foi o principal fator que afastou Ivanir dos estudos por mais de duas décadas. Moradora de Cascavel (PR), ela decidiu voltar a estudar depois dos 30 — na verdade, depois dos 50 — provando que a idade nunca é impedimento quando existe determinação.

“Fiquei mais de 20 anos sem estudar, então encontro dificuldades, mas estudar é a coisa mais importante na vida de qualquer pessoa.”

— Ivanir Aparecida Machado, 54 anos

Julia Russo, 36 anos — São José dos Campos/SP

Para Julia, que também decidiu voltar a estudar depois dos 30, o principal obstáculo era o deslocamento e a dificuldade de conciliar trabalho com aulas presenciais. A mudança para o ensino a distância permitiu retomar o projeto de concluir o ensino superior sem abrir mão da rotina profissional.

“A plataforma mudou o jogo para mim. Consigo estudar no horário que faz sentido dentro da minha rotina e conciliar com as demandas da casa. O diploma traz autonomia e credibilidade. A internet tem muito conteúdo, mas o diploma certifica que temos conhecimento.”

— Julia Russo, 36 anos

Os dados

O avanço feminino na educação — em números

Dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE mostram que 20,7% das mulheres adultas possuem ensino superior completo no Brasil — proporção significativamente maior que a dos homens (15,8%). As mulheres também já são maioria nas bolsas de mestrado (54%) e doutorado (53%), segundo o CNPq e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O crescimento educacional feminino, no entanto, convive com desafios práticos: conciliar trabalho, filhos e estudos ainda é a principal barreira para quem decide voltar a estudar depois dos 30. Para muitas brasileiras, a faculdade EAD de curta duração se tornou a solução mais viável.

Cursos digitais e modelos acadêmicos mais curtos ganharam espaço entre profissionais que desejam voltar a estudar depois dos 30 anos. A possibilidade de estudar em horários flexíveis e avançar em ritmo próprio tem reduzido a evasão e ampliado a permanência em cursos de formação. Quando o estudo se adapta à rotina da pessoa, a chance de abandono diminui.

Dicas práticas

5 estratégias de quem voltou a estudar depois dos 30 — e não desistiu

Com base em suas próprias experiências de superação e rotina, as alunas que decidiram voltar a estudar depois dos 30 compartilham as 5 principais estratégias para quem deseja seguir o mesmo caminho:

1️⃣
Identifique o seu “porquê” pessoal — A principal lição de quem volta a estudar é ter clareza do propósito. Seja para provar a si mesma que é capaz ou para mudar de área, as alunas reforçam que esse objetivo é o que dá forças para seguir em frente nos dias mais cansativos.

2️⃣
Escolha um modelo que respeite a sua história — Para quem tem jornada dupla, o ensino rígido pode ser uma barreira. A dica das alunas é buscar instituições que ofereçam flexibilidade real, permitindo que o estudo se encaixe na rotina da casa e do trabalho, e não o contrário.

3️⃣
Resgate a confiança aos poucos — Muitas brasileiras sentem medo de não acompanhar o ritmo após anos paradas. A estratégia compartilhada pelas alunas é começar com metas curtas e entender que o aprendizado é um processo gradual, respeitando o próprio tempo de adaptação.

4️⃣
Construa uma rede de apoio (em casa e no curso) — Retomar os estudos exige reorganizar a rotina familiar. A dica é conversar com as pessoas ao redor sobre a importância desse projeto e, dentro do curso, interagir com outras mulheres que vivem desafios parecidos para trocar experiências.

5️⃣
Valorize cada pequena etapa vencida — Concluir um semestre ou uma disciplina é uma vitória. As alunas sugerem celebrar o progresso, lembrando que o diploma é a certificação de um conhecimento que traz autonomia e autoconfiança para todos os aspectos da vida.

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Graduação acelerada

Graduação acelerada: como conquistar o diploma em até 12 meses

Para quem decidiu voltar a estudar depois dos 30 e já tem experiência profissional ou uma formação anterior, a graduação acelerada online é o caminho mais rápido para conquistar o diploma de ensino superior. Diferente do modelo tradicional de 4 a 5 anos, esse formato permite concluir a formação em até 12 meses, com aproveitamento de disciplinas já cursadas e certificações profissionais.

O modelo funciona especialmente bem para mulheres que precisam conciliar trabalho, filhos e estudos, pois oferece:

100% online — Estude de casa, no horário que funciona para a sua rotina. Sem deslocamento, sem rigidez de horário.

Aproveitamento de disciplinas — Se você já cursou outra graduação (mesmo incompleta), pode aproveitar matérias e reduzir o tempo de formação.

Diploma reconhecido pelo MEC — O diploma tem a mesma validade de uma graduação presencial para concursos, pós-graduação e mercado de trabalho.

Formação em 12 a 24 meses — Dependendo do curso e do aproveitamento, é possível concluir a faculdade EAD de curta duração em até 1 ano.

Investimento acessível — Mensalidades que cabem no orçamento de quem trabalha e precisa manter as contas em dia.

Se Ivanir voltou a estudar aos 54, Mara recomeçou aos 38 e Julia encontrou o caminho aos 36 — você também pode. O primeiro passo é o mais difícil. O diploma é a recompensa.

Visão do especialista

O diploma como ferramenta de transformação profissional

Tiago Zanolla fundador UFEM Educacional graduação acelerada online para mulheres

Tiago Zanolla, fundador da UFEM Educacional, acompanha o crescimento de mulheres que retomam os estudos para ampliar oportunidades profissionais. Foto: EGOBrazil / iG

Segundo Tiago Zanolla, professor de concursos públicos e fundador da UFEM Educacional, o público feminino lidera o movimento de voltar a estudar depois dos 30 no Brasil. Muitas alunas interromperam a graduação por maternidade ou mudança de carreira e agora buscam formação flexível para avançar profissionalmente.

“O diploma deixou de ser apenas um título acadêmico e passou a ser uma ferramenta concreta de transformação profissional. Muitas mulheres voltam a estudar com um objetivo muito claro de reposicionar a própria carreira.”

— Tiago Zanolla, fundador da UFEM Educacional

Para o professor, o retorno dessas profissionais à educação formal também gera efeitos positivos para as empresas. “Profissionais que retomam os estudos ampliam competências e aumentam a capacidade de atuação dentro das organizações. A empresa que incentiva a formação está investindo na própria competitividade”, afirma.

Zanolla destaca que o crescimento da procura por formação acelerada revela uma mudança na forma como a educação é percebida no país: “Muitas mulheres voltam a estudar com um objetivo muito claro de reposicionar a própria carreira. O aluno adulto precisa de um percurso claro e de resultados mais rápidos para continuar motivado.”

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre voltar a estudar depois dos 30

Vale a pena voltar a estudar depois dos 30?
Sim, e os dados comprovam. Segundo o IBGE, profissionais com ensino superior ganham em média 2,5 vezes mais que aqueles com apenas o ensino médio. Além disso, o diploma é pré-requisito para concursos públicos de nível superior, que oferecem salários iniciais entre R$ 4 mil e R$ 15 mil. As histórias de Ivanir (54 anos), Julia (36) e Mara (38) mostram que a idade não é barreira — é experiência acumulada.

Como conciliar trabalho, filhos e faculdade?
A graduação EAD acelerada foi pensada exatamente para esse perfil. Você estuda 100% online, no horário que funciona para a sua rotina — de madrugada, no intervalo do almoço ou nos finais de semana. Não há necessidade de deslocamento nem de horários fixos. As alunas entrevistadas na reportagem do EGOBrazil destacam que a flexibilidade foi o fator decisivo para não desistir.

Quanto tempo dura uma graduação EAD acelerada?
Depende do curso e do seu histórico acadêmico. Cursos tecnólogos podem ser concluídos em 12 a 18 meses. Bacharelados e licenciaturas, com aproveitamento de disciplinas já cursadas, podem ser finalizados em 18 a 24 meses. Se você já iniciou outra graduação (mesmo incompleta), é possível aproveitar matérias e reduzir significativamente o tempo de formação.

Graduação acelerada tem validade no MEC?
Sim. O diploma emitido por faculdades reconhecidas pelo MEC tem a mesma validade legal de uma graduação presencial tradicional. Serve para concursos públicos, pós-graduação, progressão de carreira e qualquer finalidade que exija nível superior. A modalidade EAD é regulamentada pelo Decreto nº 9.057/2017.

Qual a melhor faculdade EAD para quem trabalha?
A melhor opção é aquela que oferece flexibilidade real de horários, plataforma intuitiva, suporte ao aluno e, principalmente, reconhecimento pelo MEC. Instituições que trabalham com graduação acelerada e aproveitamento de disciplinas são ideais para quem tem pouco tempo disponível. Avalie também se o curso permite estudar no celular e se há tutoria disponível para tirar dúvidas.

Mulheres são maioria no ensino superior brasileiro?
Sim. Segundo o Censo da Educação Superior do Inep, as mulheres representam 59,1% das matrículas no ensino superior no Brasil. Dados do IBGE 2022 mostram que 20,7% das mulheres adultas possuem diploma de graduação, contra 15,8% dos homens. Elas também são maioria nas bolsas de mestrado (54%) e doutorado (53%), segundo o CNPq.

Fonte da reportagem

Reportagem publicada originalmente no EGOBrazil / Portal iG, por Andréia Mott, em 6 de março de 2026.

Acesse a matéria completa: egobrazil.ig.com.br/brasileiras-retomam-estudos-e-inspiram-outras-mulheres

Referências adicionais:

Inep — Censo da Educação Superior | IBGE — Censo Demográfico 2022 | CNPq — Bolsas de Mestrado e Doutorado | MEC — Decreto nº 9.057/2017 (regulamentação EAD)

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