Educação no Brasil · Censo IBGE 2022
Apenas 18,4% dos brasileiros têm diploma de ensino superior
Menos de 1 em cada 5 adultos concluiu uma graduação. Esse número diz muito sobre desigualdade, mas também aponta para uma das maiores oportunidades de carreira do país. Veja o mapa por estado e entenda o que ele revela.
O que esse número significa
Um diploma ainda é exceção, não regra
O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE em fevereiro de 2025, mostrou que 18,4% da população com 25 anos ou mais tinha ensino superior completo. Para efeito de comparação, em 2000 esse percentual era de apenas 6,8% e, em 2010, de 11,3%.
Houve avanço real: a proporção quase triplicou em duas décadas, um crescimento de 2,7 vezes. Ainda assim, o número deixa claro que possuir uma graduação no Brasil continua sendo um diferencial de uma minoria.
E aqui mora a leitura que poucos fazem: quando algo é raro e, ao mesmo tempo, valorizado pelo mercado, ele se torna uma vantagem competitiva. O diploma é exatamente isso.
Se 4 em cada 5 brasileiros não têm diploma, quem conclui a graduação disputa vagas com uma concorrência muito menor do que imagina.
A evolução em números
Duas décadas de avanço no ensino superior
O Brasil formou mais gente do que nunca, mas partiu de uma base muito baixa. Os dados ajudam a dimensionar o salto e o tamanho do caminho que ainda falta.
O mapa da desigualdade
Quantas pessoas têm diploma em cada estado
A distância entre o topo e a base do ranking é enorme. Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram os maiores percentuais; Norte e Nordeste aparecem mais abaixo. O gráfico usa a população de 18 anos ou mais, a mesma base do mapa oficial do Governo Federal.
| # | Unidade da Federação | % com superior completo |
|---|---|---|
| 1 | Distrito Federal | 33,16% |
| 2 | São Paulo | 21,54% |
| 3 | Santa Catarina | 19,69% |
| 4 | Paraná | 19,20% |
| 5 | Amapá | 18,03% |
| 5 | Mato Grosso do Sul | 18,03% |
| 7 | Rio de Janeiro | 17,83% |
| 8 | Rio Grande do Sul | 17,35% |
| 9 | Mato Grosso | 16,89% |
| – | BRASIL (média nacional) | 16,75% |
| 10 | Espírito Santo | 16,71% |
| 11 | Goiás | 16,52% |
| 12 | Minas Gerais | 16,33% |
| 13 | Tocantins | 16,26% |
| 14 | Roraima | 16,13% |
| 15 | Acre | 15,03% |
| 16 | Rondônia | 14,21% |
| 17 | Rio Grande do Norte | 13,61% |
| 18 | Sergipe | 13,35% |
| 19 | Paraíba | 13,16% |
| 20 | Amazonas | 12,97% |
| 21 | Pernambuco | 12,62% |
| 22 | Piauí | 12,54% |
| 23 | Alagoas | 11,85% |
| 24 | Ceará | 11,51% |
| 25 | Bahia | 10,77% |
| 26 | Pará | 10,58% |
| 27 | Maranhão | 9,86% |
Nota metodológica: os percentuais por estado acima usam a base de população com 18 anos ou mais, conforme o mapa oficial do Governo Federal com dados do Censo 2022. Na divulgação oficial do IBGE, que considera a população de 25 anos ou mais, a média nacional sobe para 18,4% e o ranking dos extremos se mantém: Distrito Federal lidera com 37,0%, seguido por São Paulo (25,0%) e Rio de Janeiro (24,2%), enquanto Maranhão (11,4%), Bahia (11,9%) e Paraíba (12,7%) ficam na base. As duas bases são recortes etários diferentes da mesma pesquisa.
A estatística é dura. A sua decisão pode mudar o lado em que você está.
- Cursos reconhecidos pelo MEC
- Modalidade a distância, estude de qualquer cidade
- Flexibilidade para conciliar com o trabalho
- Acompanhamento acadêmico do início ao fim
- Mensalidades pensadas para o seu orçamento
Quem ainda fica de fora
O diploma cresce, mas a desigualdade persiste
O acesso ao ensino superior aumentou em todos os grupos, e cresceu mais rápido justamente entre quem partia de baixo. Mesmo assim, as distâncias por cor e por gênero continuam visíveis nos dados do Censo 2022.
🎨 Por cor ou raça
De 2000 a 2022, a proporção com diploma subiu 2,6x entre brancos, 5,2x entre pardos e 5,8x entre pretos. Cresce mais rápido na base, mas a distância ainda é grande.
♀️ Por gênero
As mulheres já têm mais diploma que os homens, mas ainda ganham cerca de 60% do que eles recebem entre os graduados. Mais estudo, menos renda.
O prêmio do diploma
Por que o esforço compensa no bolso
A escassez de diplomas tem um efeito direto na remuneração. Os dados da PNAD Contínua, do IBGE, mostram que a graduação continua sendo um dos investimentos com melhor retorno no Brasil.
Em termos práticos: o salário médio de quem tem ensino superior equivale ao que um profissional com ensino médio só alcançaria depois de cerca de 15 anos de trabalho. O diploma não garante sucesso, mas muda o ponto de largada.
A virada do EAD
A porta de entrada que derrubou as barreiras
Por décadas, fazer faculdade exigia morar perto de um campus e ter dinheiro para mensalidades altas. O ensino a distância mudou essa equação e se tornou o principal vetor de acesso ao diploma no país.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre ensino superior no Brasil
Quantos brasileiros têm ensino superior completo?+
Segundo o Censo 2022 do IBGE, 18,4% da população com 25 anos ou mais tinha ensino superior completo. Em 2000 esse percentual era de 6,8% e em 2010 era de 11,3%, um crescimento de 2,7 vezes em duas décadas.
Qual estado tem mais pessoas com diploma?+
O Distrito Federal lidera, com 37,0% da população de 25 anos ou mais com diploma, seguido por São Paulo (25,0%) e Rio de Janeiro (24,2%). As menores proporções estão no Maranhão (11,4%), Bahia (11,9%) e Paraíba (12,7%).
Quem tem ensino superior ganha quanto a mais?+
De acordo com a PNAD Contínua do IBGE, trabalhadores com ensino superior completo ganham em média 126% mais do que quem tem apenas o ensino médio, e até 305% mais do que pessoas sem instrução.
O EAD já superou o ensino presencial no Brasil?+
Sim. Em 2024, pela primeira vez, o número de matrículas em graduação a distância superou o presencial, chegando a 50,7% do total, segundo o Censo da Educação Superior do INEP.
Diploma EAD tem o mesmo valor que o presencial?+
Sim. O diploma de um curso a distância de instituição reconhecida pelo MEC tem exatamente a mesma validade legal de um curso presencial, tanto para concursos quanto para o mercado de trabalho.
Vale a pena fazer faculdade EAD na UFEM?+
Para quem precisa conciliar estudo com trabalho e quer um diploma com flexibilidade de horário e local, o EAD da UFEM é uma porta de entrada concreta para o grupo dos brasileiros com ensino superior. Fale com a equipe pelo WhatsApp para conhecer os cursos disponíveis.
A oportunidade está na escassez
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